Pequenas empresas conquistam mais espaço no comércio internacional brasileiro

28 de setembro de 2026

A internacionalização deixou de ser uma estratégia restrita às grandes companhias. Nos últimos anos, micro e pequenas empresas brasileiras passaram a ocupar uma parcela cada vez mais relevante entre os negócios que vendem produtos para outros países.

Em 2025, o Brasil alcançou a marca histórica de 29.818 empresas exportadoras. Desse total, 11.822 eram pequenos negócios, o equivalente a aproximadamente 40% das organizações brasileiras com operações de exportação.

Juntas, essas empresas movimentaram cerca de US$ 2,6 bilhões em vendas internacionais ao longo do ano. Os dados demonstram que empreendimentos de menor porte estão encontrando novas oportunidades fora do mercado doméstico e participando de maneira mais ativa das cadeias globais de comércio.

Participação cresce ao longo da última década

Em 2015, os pequenos negócios correspondiam a 30,1% das empresas exportadoras brasileiras. Dez anos depois, essa participação se aproximou dos 40%, registrando um avanço de quase dez pontos percentuais no período.

O movimento também pode ser observado nas importações. A participação das micro e pequenas empresas entre os negócios importadores passou de 36,7%, em 2015, para 50,1% em 2025.

Isso significa que, atualmente, mais da metade das empresas brasileiras que realizam importações está enquadrada como pequeno negócio. O resultado mostra que a inserção internacional desse público ocorre tanto na venda de produtos nacionais quanto na aquisição de mercadorias, equipamentos e insumos no exterior.

Exportações chegam a diferentes regiões do mundo

Os países das Américas ainda concentram a maior parcela das exportações realizadas pelos pequenos negócios brasileiros. A América do Sul recebeu 25,3% do total exportado em 2025, enquanto a América do Norte respondeu por 19,7%.

Outras regiões também aparecem com participações relevantes. A Ásia concentrou 19,4% das vendas internacionais e a Europa ficou com 18,6%, indicando uma distribuição relativamente diversificada entre os principais mercados.

Os Estados Unidos permanecem como o maior destino individual dessas exportações, embora sua participação tenha recuado de 20,1%, em 2024, para 16,7% no ano seguinte.

A China, por outro lado, ampliou sua presença. O país asiático recebeu 9,43% das exportações feitas pelos pequenos negócios brasileiros em 2025, o maior percentual registrado na série histórica.

Sul e Sudeste concentram empresas exportadoras

Apesar do crescimento nacional, a presença dos pequenos exportadores ainda está concentrada em determinadas regiões do Brasil.

São Paulo reúne sozinho 41,3% dessas empresas. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Somados, os cinco estados representam mais de 80% dos pequenos negócios exportadores do país.

Essa concentração evidencia a força da infraestrutura produtiva e logística existente no Sul e no Sudeste, mas também revela espaço para ampliar a participação de empresas localizadas em outras regiões.

Investimentos em qualificação, acesso à informação, simplificação de processos e aproximação com parceiros especializados podem contribuir para que mais empreendedores ingressem no mercado internacional.

Planejamento logístico é fundamental para a internacionalização

Operar no comércio exterior exige preparação. Além de identificar mercados compradores, as empresas precisam compreender regras aduaneiras, exigências documentais, formação de preços, modalidades de pagamento e responsabilidades definidas pelos Incoterms.

A logística também exerce influência direta sobre a competitividade. A escolha entre transporte marítimo, aéreo ou terrestre deve considerar o tipo de mercadoria, o volume da operação, o prazo de entrega e o custo total envolvido.

Para pequenos negócios, contar com suporte especializado pode facilitar a organização dos embarques, reduzir riscos operacionais e proporcionar maior previsibilidade durante todo o processo.

O crescimento registrado na última década mostra que o tamanho da empresa não precisa ser uma barreira para acessar outros mercados. Com planejamento, capacitação e uma estrutura logística adequada, exportar e importar podem se tornar caminhos viáveis para diversificar receitas, alcançar novos clientes e fortalecer a posição competitiva do negócio.

Fonte dos dados: Agência Sebrae de Notícias, com informações referentes ao período de 2015 a 2025.

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